Mendoza em uma semana: vinícolas, Alta Montanha e o Aconcágua
Uma semana em Mendoza é suficiente para combinar as duas faces da província: os vinhedos da planície, com vinícolas a meia hora do centro, e a Alta Montanha, onde a Ruta 7 sobe rumo à cordilheira até deixar o Aconcágua bem à sua frente. O segredo está em organizar os dias para não passar a semana inteira dentro de um carro e deixar a montanha para o momento certo.
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Abaixo você encontra um roteiro de sete dias, o que vale a pena fazer em cada região e algumas dicas para aproveitar bem a semana.
Como organizar a semana
A cidade de Mendoza funciona bem como base para toda a estadia. De lá você chega rapidamente a Maipú e Luján de Cuyo e, em um dia inteiro, faz a Alta Montanha ou o Valle de Uco. Uma ordem que funciona:
- Dia 1: chegada e passeio pela cidade.
- Dia 2: vinícolas de Maipú.
- Dia 3: vinícolas de Luján de Cuyo.
- Dia 4: Alta Montanha: Potrerillos, Uspallata, Puente del Inca e o Aconcágua.
- Dia 5: Valle de Uco.
- Dia 6: dia livre ou atividade de aventura (rafting, cavalgada, termas).
- Dia 7: compras, último almoço e volta.
Vale a pena colocar a Alta Montanha no meio da semana: se o clima fechar a estrada nesse dia, você ainda tem margem para passá-la para outro.
Dia 1: a cidade de Mendoza
A cidade pode ser percorrida a pé. As acequias (canais de irrigação) que correm ao lado das calçadas e as ruas arborizadas dão sombra mesmo em pleno verão. Alguns pontos para o primeiro dia:
- Plaza Independencia e as quatro praças ao redor, cada uma com seu estilo.
- Parque General San Martín, enorme, com o lago e o Cerro de la Gloria, de onde se tem vista da cidade.
- Calle Aristides Villanueva para jantar ou tomar algo à noite.
Lembre-se de que em Mendoza ainda se mantém o costume da siesta: muitas lojas fecham no começo da tarde e reabrem mais tarde, então organize as compras levando isso em conta.
Dias 2, 3 e 5: vinícolas em três regiões diferentes
Fazer as três principais regiões vinícolas em dias separados permite comparar estilos sem ficar saturado. O recomendável é não passar de duas ou três vinícolas por dia, com um almoço em uma delas.
Maipú
Fica muito perto do centro e é a região mais prática para um primeiro dia de vinhos. Tem vinícolas tradicionais, fábricas de azeite de oliva e a possibilidade de percorrer o circuito de bicicleta, porque várias vinícolas ficam a poucos minutos umas das outras.
Luján de Cuyo
É conhecida como o berço do Malbec e concentra muitas das vinícolas mais reconhecidas da província. Fica a uns 20 ou 30 minutos de carro da cidade e é ideal para um almoço longo com harmonização.
Valle de Uco
É a região mais afastada e a mais alta, com vinhedos que em alguns pontos passam dos 1.000 metros acima do nível do mar e a cordilheira como pano de fundo. Exige um dia inteiro, por isso vale a pena deixá-la para quando você já estiver no ritmo da viagem. Se quiser se aprofundar nas diferenças entre as três regiões, temos um guia específico sobre a rota do vinho em Mendoza.
Dia 4: Alta Montanha e o Aconcágua
É o passeio mais longo da semana e o que mais impressiona. Ele é feito pela Ruta Nacional 7, o caminho que leva à passagem para o Chile, e a saída é cedo porque são muitas horas de viagem entre ida e volta.
As paradas do caminho
- Represa de Potrerillos: a primeira grande paisagem, com o reservatório cercado de montanhas.
- Uspallata: um vale amplo onde costuma-se parar para almoçar ou tomar algo.
- Puente del Inca: uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas, a cerca de 2.700 metros de altitude, com sedimentos coloridos formados por águas termais.
- Parque Provincial Aconcágua: a entrada por Horcones fica a cerca de 185 km da cidade, a quase 2.950 metros. De lá sai uma trilha curta até a lagoa de Horcones, com vista direta para a montanha.
O Aconcágua
Com cerca de 6.960 metros, é a montanha mais alta das Américas. Não é preciso ser montanhista para vê-lo: a trilha da lagoa é curta, pode ser feita com calma em cerca de uma hora e não exige experiência. O que você precisa considerar é a altitude: caminhe devagar, beba água e leve agasalho mesmo que esteja calor na cidade.
Se você viajar no inverno
Entre junho e setembro, as nevascas podem fechar a estrada. É comum só ser possível chegar até Puente del Inca ou a passagem para o Chile ficar fechada por vários dias. As correntes para neve são obrigatórias na região de alta montanha, então, se você alugar um carro, pergunte por elas. Com um passeio organizado, a agência se encarrega de verificar as condições da estrada.
Dia 6: aventura ou descanso
Depois de vários dias de vinícolas e estrada, no sexto dia você pode escolher de acordo com a sua energia:
- Rafting no rio Mendoza, na região de Potrerillos, com trechos para iniciantes.
- Cavalgadas pela pré-cordilheira.
- Termas de Cacheuta, uma boa opção para descansar as pernas.
Quando ir a Mendoza
Mendoza pode ser visitada o ano todo, mas cada estação muda a experiência:
- Outono (março a maio): a época da vindima, com os vinhedos mudando de cor. A colheita vai aproximadamente do fim de fevereiro a abril, e a Fiesta Nacional de la Vendimia é celebrada no começo de março. É alta temporada: reserve com antecedência.
- Primavera (setembro a novembro): clima ameno, ideal para almoços ao ar livre nas vinícolas.
- Verão: dias quentes e secos; as vinícolas e a montanha são um bom refúgio.
- Inverno: paisagens nevadas na cordilheira, com risco de interdições na Ruta 7.
Dicas práticas
- Reserve as vinícolas com antecedência: a maioria trabalha com horários marcados, principalmente para almoços e degustações.
- Não dirija depois de degustar: se for de carro, escolha um motorista da rodada ou contrate traslados.
- Leve protetor solar e água: o clima é seco e o sol é forte, especialmente na altitude.
- Agasalho em camadas: a diferença de temperatura entre o dia e a noite é grande, e na montanha faz frio mesmo no verão.
Se você quer fazer esta semana sem se preocupar com traslados nem reservas, pode ver os pacotes para a Argentina e escolher o que melhor se adapta às suas datas e ao seu jeito de viajar.
Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários para conhecer Mendoza?
Com cinco dias você vê o principal, mas uma semana permite fazer as três regiões de vinícolas, a Alta Montanha e ter um dia livre sem correria.
Dá para ver o Aconcágua sem fazer trekking?
Sim. Da entrada de Horcones do Parque Provincial Aconcágua há uma trilha curta e simples até uma lagoa com vista direta para a montanha.
Qual é a melhor época para visitar as vinícolas?
A vindima, entre o fim de fevereiro e abril, é a mais festiva. A primavera é mais tranquila e tem um clima ideal para almoçar ao ar livre.
