Rota do vinho em Mendoza: como escolher entre Luján de Cuyo, Maipú e o Valle de Uco
Mendoza produz a maior parte do vinho argentino, mas nem toda a província oferece a mesma experiência. Luján de Cuyo, Maipú e o Valle de Uco são as três regiões mais visitadas, e cada uma tem seu estilo, sua distância da cidade e seu tipo de vinícola. Escolher bem economiza horas de estrada e garante que a experiência combine com o que você procura.
Neste guia contamos o que cada região oferece, para quem ela é indicada e como combiná-las. Se você quer chegar com tudo resolvido, na Planet Travel temos pacotes para Mendoza saindo do Uruguai que incluem visitas a vinícolas, além de saídas em grupo de ônibus com guia partindo do Uruguai.
As três regiões num relance
- Maipú: a mais próxima da cidade, ideal para um primeiro dia, para ir de bicicleta e para quem busca história vitivinícola.
- Luján de Cuyo: o berço do Malbec, com muitas das vinícolas mais conhecidas e propostas gastronômicas de destaque.
- Valle de Uco: a mais alta e afastada, com paisagens de cordilheira e vinícolas de design. Exige um dia inteiro.
Maipú: perto, tradicional e de bicicleta
Maipú fica a cerca de 12 a 15 km do centro de Mendoza, o que a torna a região mais prática se você tem pouco tempo. É uma das áreas vitivinícolas com mais história da província e combina vinícolas familiares com estabelecimentos maiores.
O que fazer em Maipú
- Percorrer vinícolas de bicicleta: há aluguel de bikes e várias vinícolas ficam a poucos minutos umas das outras, então você pode montar o seu próprio circuito.
- Visitar fábricas de azeite de oliva: Maipú é conhecida pela produção de azeitonas e muitos lagares oferecem degustação.
- Provar produtos regionais: além de vinho, você vai encontrar licores, doces e conservas artesanais.
Para quem é indicada
Para quem está fazendo a sua primeira rota do vinho, viaja com orçamento apertado ou quer um dia tranquilo sem grandes deslocamentos. Se for de bicicleta, saia cedo para evitar o calor da hora da siesta no verão.
Luján de Cuyo: o berço do Malbec
Luján de Cuyo fica a cerca de 20 ou 30 minutos de carro da cidade e é a região que muitos associam diretamente ao Malbec mendocino. Tem uma grande concentração de vinícolas renomadas e uma oferta gastronômica muito forte, com almoços de vários tempos harmonizados.
O que fazer em Luján de Cuyo
- Almoço em vinícola: é o grande programa da região; várias vinícolas têm restaurantes com vista para os vinhedos.
- Degustações comparativas: muitas vinícolas oferecem degustações de diferentes linhas ou de Malbec de diferentes parcelas.
- Combinar com Maipú: como as duas regiões são vizinhas, você pode visitar uma vinícola de cada no mesmo dia.
Para quem é indicada
Para quem quer provar Malbec de referência e fazer de um almoço longo a experiência central do dia. Também é a melhor opção se você tem um único dia de vinícolas e quer algo mais completo que Maipú sem ir longe.
Valle de Uco: altitude, cordilheira e vinícolas de design
O Valle de Uco reúne os departamentos de Tupungato, Tunuyán e San Carlos, ao sul da cidade. É a região mais alta: dependendo do setor, os vinhedos vão aproximadamente de 900 a 1.700 metros acima do nível do mar. Essa altitude, com noites frescas e grande amplitude térmica, resulta em vinhos com boa acidez e frescor.
O que fazer no Valle de Uco
- Visitar vinícolas de arquitetura contemporânea: muitas foram projetadas para se integrar à paisagem e são uma atração por si só.
- Almoçar de frente para a cordilheira: a vista dos Andes nevados atrás dos vinhedos é o cartão-postal da região.
- Passar a noite: há hospedagens entre os vinhedos, uma boa opção se você quer evitar ir e voltar no mesmo dia.
Para quem é indicada
Para quem já entende um pouco de vinho, busca paisagem e não se importa de dedicar o dia inteiro. Como as vinícolas ficam mais distantes entre si, é difícil fazer mais de duas ou três num mesmo dia.
Como combiná-las de acordo com os dias que você tem
Se você tem um dia
Faça Luján de Cuyo, ou uma mistura de Luján e Maipú. Fica perto e você tem variedade sem passar horas na estrada.
Se você tem dois dias
Um dia para Maipú e Luján de Cuyo, e outro inteiro para o Valle de Uco. Assim você vê os dois extremos: a região tradicional perto da cidade e a região de altitude.
Se você tem três dias ou mais
Dedique um dia a cada região. Isso permite comparar estilos com calma e alternar com outros passeios, como a Alta Montanha. Se quiser montar a semana completa, temos um roteiro de Mendoza em uma semana.
Quando fazer a rota do vinho
- Vindima (fim de fevereiro a abril): é a época da colheita, com muito movimento nas vinícolas e atividades especiais. A Fiesta Nacional de la Vendimia é celebrada no começo de março. É alta temporada, então reserve com antecedência.
- Primavera (setembro a novembro): clima ameno e vinhedos brotando, ideal para almoçar ao ar livre.
- Inverno: as videiras estão sem folhas e pode fazer frio para comer ao ar livre, mas há menos gente.
Dicas para aproveitar as vinícolas
- Sempre reserve: a maioria das vinícolas trabalha com horários marcados e vagas limitadas, principalmente para almoços.
- No máximo três por dia: com duas visitas e um almoço você já tem um dia completo.
- Organize o transporte: se for degustar, não dirija. Um tour, um carro com motorista ou um motorista contratado resolvem a questão.
- Coma antes da primeira degustação: as degustações da manhã de estômago vazio pegam mais do que parece.
- Pergunte sobre o envio ou o transporte de garrafas: se você vai comprar vinho, pense em como vai levá-lo de volta ao Uruguai.
Se você quer que a rota do vinho faça parte de uma viagem organizada, pode ver os pacotes para a Argentina e escolher o que melhor se adapta a você.
Perguntas frequentes
Qual região de vinícolas de Mendoza fica mais perto da cidade?
Maipú, a cerca de 12 a 15 km do centro, seguida por Luján de Cuyo, a 20 ou 30 minutos de carro.
Dá para fazer o Valle de Uco em meio dia?
Não é o ideal. Pela distância e pela separação entre as vinícolas, vale a pena dedicar a ele um dia inteiro ou até passar a noite.
É preciso entender de vinhos para fazer a rota?
Não. As visitas guiadas explicam o processo do zero e as degustações são pensadas tanto para iniciantes quanto para quem já entende do assunto.
