Norte da Argentina: roteiro por Salta, Purmamarca, Humahuaca e as Salinas Grandes
O norte da Argentina é uma das viagens que mais surpreendem os uruguaios: montanhas coloridas, povoados de adobe, o silêncio da Puna e um salar branco que parece não ter fim. O roteiro clássico une a cidade de Salta à Quebrada de Humahuaca, em Jujuy, e às Salinas Grandes, e pode ser feito com tranquilidade em uns seis ou sete dias.
Se você quer viajar com tudo organizado, na Planet Travel temos pacotes para o norte da Argentina saindo do Uruguai, com saídas em grupo de ônibus e guia desde o Uruguai. Neste artigo contamos como montar o roteiro, o que ver em cada parada e como lidar com a altitude.
Um roteiro possível de sete dias
- Dia 1: chegada a Salta e passeio pelo centro.
- Dia 2: Salta: museus, Cerro San Bernardo e peñas folclóricas.
- Dia 3: traslado para Purmamarca, na Quebrada de Humahuaca.
- Dia 4: Salinas Grandes pela Cuesta de Lipán.
- Dia 5: Tilcara e Humahuaca.
- Dia 6: Serranía de Hornocal ou dia tranquilo na Quebrada.
- Dia 7: volta para Salta ou para San Salvador de Jujuy.
A ordem não é por acaso: você vai subindo aos poucos. Salta fica a cerca de 1.200 metros, a Quebrada a mais de 2.000 e as Salinas acima dos 3.400. Essa progressão ajuda o corpo a se acostumar com a altitude.
Salta: a porta de entrada
Salta é a base ideal para começar. Tem boa conectividade, muitas opções de hospedagem e um centro colonial que dá para percorrer a pé.
O que ver em Salta
- Plaza 9 de Julio: cercada pela Catedral e pelo Cabildo, é o ponto de partida de qualquer passeio.
- Igreja de San Francisco: uma das fachadas mais fotografadas da cidade.
- Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM): exibe achados do vulcão Llullaillaco e explica a cultura inca na região.
- Cerro San Bernardo: você pode subir de teleférico ou pelas escadarias e ter uma vista completa da cidade.
- Peñas folclóricas: à noite, empanadas, locro e música ao vivo.
Purmamarca e o Cerro de los Siete Colores
Purmamarca fica a uns 180 a 190 km de Salta, já na província de Jujuy, na entrada da Quebrada de Humahuaca. É um povoado pequeno, com casas de adobe e uma feira de artesanato na praça, a mais de 2.000 metros de altitude.
O que fazer em Purmamarca
- Ver o Cerro de los Siete Colores: a melhor luz é bem cedo, quando o sol bate de frente nas faixas coloridas.
- Caminhar pelo Paseo de los Colorados: um circuito curto ao redor de morros avermelhados, que se faz a pé em pouco tempo.
- Percorrer a feira: tecidos de lã de lhama, cerâmica e artesanato da região.
Dormir em Purmamarca é uma boa ideia: você fica perto das Salinas para o dia seguinte e passa uma noite na altitude antes de subir mais.
Salinas Grandes pela Cuesta de Lipán
De Purmamarca, as Salinas Grandes ficam a uns 65 km pela Ruta Nacional 52. O caminho já faz parte do passeio: a Cuesta de Lipán sobe em curvas fechadas até um ponto máximo de cerca de 4.170 metros, com vistas da Quebrada que mudam a cada curva.
O que esperar nas Salinas
O salar está a cerca de 3.400 metros de altitude e é uma planície branca enorme, ideal para as clássicas fotos com perspectiva. Você vai ver as piscinas de onde se extrai o sal e barracas de artesanato feito com blocos de sal.
- Sol muito forte: o reflexo do salar é intenso. Óculos de sol e protetor são indispensáveis.
- Vento e frio: mesmo com o sol queimando, o ar é frio. Leve um casaco.
- Ritmo tranquilo: nessa altitude, caminhe devagar e beba água.
Tilcara e Humahuaca
A Quebrada de Humahuaca é declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO como paisagem cultural. Percorrê-la de sul a norte é ir passando por povoados com história pré-colombiana, colonial e da independência.
Tilcara
A cerca de 2.460 metros, Tilcara é o povoado mais movimentado da Quebrada. Sua grande atração é o Pucará de Tilcara, uma antiga fortificação indígena parcialmente reconstruída, sobre um morro com vista para o vale. Também tem boas opções de gastronomia e hospedagem.
Humahuaca
Mais ao norte, a cerca de 2.940 metros, Humahuaca tem ruas de pedra e o Monumento à Independência, ao qual se sobe por uma ampla escadaria. É um bom lugar para provar pratos andinos como carne de lhama ou quinoa.
Serranía de Hornocal
Perto de Humahuaca, por uma estrada de montanha, fica o mirante da Serranía de Hornocal, conhecida como o Morro das 14 Cores. O mirante está acima dos 4.000 metros, então o ideal é visitá-lo depois de passar alguns dias na Quebrada.
Quando viajar para o norte da Argentina
- Abril a novembro: a temporada seca. Dias ensolarados, céu limpo e noites frias, principalmente no inverno.
- Dezembro a março: a época de chuvas. As paisagens ficam mais verdes, mas há tempestades à tarde e estradas de montanha podem ser interrompidas por cheias ou deslizamentos.
- Carnaval: na Quebrada é vivido com muita intensidade e é uma experiência muito especial; as hospedagens lotam rápido.
Dicas para o roteiro
- Suba aos poucos: respeite a ordem Salta, Quebrada e depois Puna.
- Beba bastante água e coma leve nos primeiros dias na altitude.
- Vista-se em camadas: entre o meio-dia e a noite a temperatura muda muito.
- Leve dinheiro em espécie: em povoados pequenos e feiras nem sempre dá para pagar com cartão.
Para saber exatamente o que colocar na mala, temos um guia sobre o que levar para o norte da Argentina de acordo com a época. E se você quer fazer este roteiro acompanhado, pode ver os pacotes para a Argentina saindo do Uruguai.
Perguntas frequentes
Quantos dias são necessários para percorrer o norte da Argentina?
Com seis ou sete dias você conhece Salta, a Quebrada de Humahuaca e as Salinas Grandes em um ritmo confortável, subindo a altitude de forma gradual.
Dá para fazer as Salinas Grandes em um bate-volta desde Salta?
Sim, há excursões de dia inteiro, mas são muitas horas de estrada e uma subida rápida. É mais confortável sair de Purmamarca.
Qual é a melhor época para ir ao norte?
De abril a novembro, a temporada seca, com céu limpo. No verão chove mais e pode haver interdições nas estradas.
